07 Jun

O Idoso e a relação familiar

Família

A Família de hoje, tem características diferentes das famílias de tempos passados. E supõe-se que também venha a ser diferente das famílias de amanhã. No entanto, continua a ser a fonte principal de apoio para as pessoas mais velhas.

Para os idosos, a família já não se limita à existência do cônjuge e de filhos, mas à existência de noras, genros e netos.

Assim, a família, com os anos, não só se altera em termos de dimensão, como também em termos de estrutura. Ocorrendo, necessariamente transformações ao nível dos valores e dos papéis de cada elemento familiar.

Hoje em dia, na família, verifica-se uma menor hierarquia entre os membros mais velhos e os membros mais novos. Também a mentalidade e maneira de estar da família evoluiu.

Cada vez mais, a família apresenta-se mais dinâmica, flexível e descontraída, sendo que determinados comportamentos e atitudes, que anteriormente eram considerados inaceitáveis, são hoje tidos como “normais”.

Por outro lado, as relações que o idoso estabelece com os diferentes subgrupos do agregado familiar, também sofreram alterações.

Com os cônjuges

São na sua maioria, companheiros de longa data. Muitos casais que ainda estão juntos na terceira idade, retratam o seu casamento como sendo mais feliz do que no passado.

Pois uma relação satisfatória ajuda os elementos do casal a ultrapassar melhor os momentos bons e maus da vida.

É, neste período que surge, mais do que nunca, um sentimento de intimidade, de partilha, de pertença ao outro e de interdependência.

Com os irmãos

Os irmãos constituem, muitas vezes, uma fonte de apoio emocional e ajuda a vários níveis.

Nesta fase da vida, o reavivar das relações com os irmãos pode estar na base de grande satisfação.

É comum estas relações tornarem-se mais próximas, especialmente entre irmãs.

Com os Filhos adultos e os netos

Eles podem ser uma fonte valiosa de ajuda.

Como se sabe, é comum o idoso deprimir quando não sente carinho por parte dos filhos. Por vezes receiam ser um “fardo”.

A verdade é que pais e filhos podem, muitas vezes, ajudar-se mutuamente.

Cada vez mais os avós desempenham um papel ativo na educação e na prestação de cuidados aos netos, o que constitui uma valiosa ajuda aos filhos.

Os netos são uma importante fonte de sabedoria, de companheirismo, de ligação com o passado e um símbolo da continuidade das gerações.

Para que esta rede de apoio se mantenha relativamente forte e unificada, é necessário um investimento contínuo de tempo e atenção por parte de cada um dos elementos da família.

Um bom funcionamento familiar pode ser conseguido através de pequenas estratégias que pode desenvolver.

Estratégias para um bom funcionamento familiar

Procure fazer um esforço para manter os membros da família unidos

Passe mais tempo com os irmãos, filhos e netos, mantendo-se emocionalmente, próximos deles.

Tente encarar os problemas com sentido de humor

Aquilo que distingue a sua relação com a família da relação com o trabalho e outras ocupações é que, para o melhor ou para o pior, vai continuar a ser a sua família para toda a vida. A melhor forma de encarar os problemas é com o melhor humor possível, de forma a evitar conflitos irreparáveis.

Experimente olhar e ver o problema na perspetiva do outro

Pois o outro tem tanto direito de olhar numa direção oposta quanto você. Trata-se de admitir e aceitar que existem direções opostas, diferentes escolhas e opções possíveis.

Procure relativizar as perdas que vai vivendo, sejam elas de ordem material ou afetiva

Mantenha bem vivas as boas recordações associadas a quem ou ao que perdeu.

Mas isto tudo deve ter por base a consciência do lugar que ocupa na família e neste sentido propomos-lhe a realização de um pequeno exercício.

Tire uns minutos para pensar na sua própria família, com base nas seguintes questões:

  • Se é casado(a), tem uma relação estável e construída no passado com o seu cônjuge?
  • É pai(mãe), sente-se próximo emocionalmente dos seus filhos e das suas noras/genros?
  • Tem netos, considera que tem tido um contributo importante nas suas vidas, ou é apenas alguém que está com eles nos encontros familiares e a quem eles ligam quando faz anos?
  • Mantém uma relação próxima com os seus irmãos, sobrinhos, tios, primos e as suas respetivas famílias?
  • Se a sua família for muito pequena ou não tiver possibilidade de o ajudar quando precisa, é capaz de criar alternativas?

Se, depois de responder às questões, concluir que a maior parte dos membros da sua família já estão relativamente próximos e comunicam bem, tome passos para que continue a promover mais interações positivas.

Mas, para algumas pessoas, as respostas poderão revelar que certas relações familiares não estão a funcionar bem e precisam de ser reparadas.

Lembre-se de que nem tudo depende de si. Mas, pode sempre dar o primeiro passo!

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